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AMITIEL SCRATCH

PALADINO DA LUZ

É difícil você se resumir quando nem você mesmo se conhece como deveria,tenho tantas versões de mim e tenho a plena convicção que mais esta por vir. Mais para dar um pouco de quem sou, bom, eu costumo me comparar com o mar. Quanto mais profundo mais voce descobre Belas coisas e outras nem tãos belas assim. No geral costumo ser demasiado alegre, gosto de não aborrecer os demais com uma falsa confiança e uma acidez que derrete a propria lingua. Gosto de equilíbrio mas o mal parece impregnar meu ser a cada minuto,  como diria   Emanuel o salvador... Diga com quem tu andas e direi quem tu es, E bom. Eu só ando entre filhos do próprio diabo, então não meço esforços pra fazer o que é bom pra mim ou por quem eu me importo, dane-se a sororiedade. Quem ficar no meu caminho vai morrer !

CARACTERISTICAS 

NOME COMPLETO: Amitiel Scratch

DEUS: Jeanne D'Arc

ALTURA: 1,85 m

PESO: 77 Kg

ORIENTAÇÃO SEXUAL: Bissexual

ESTADO CIVIL: Solteiro

NACIONALIDADE: Francês

RAÇA: Humano

10 PRINCIPAIS TÍTULOS 

Mestre das relações 
Elite demoníaca
Campista médico
4° O curador

 Senhor da corte das trevas
6º Cavaleiro de Origo
7º Paladino da luz
8º Lider dos reencarnados

9º 
10º 

HISTÓRIA 

Perdão. Uma palavra que escuto desde que nasci, mas que mesmo assim, não aprendi seu significado. Meu nome é Amitiel Scratch, e eu não continuaria lendo isso se fosse você.
Se por alguma razão, você ainda está aqui, me sinto na obrigação de continuar essa história, além do mais, não é como se fosse algo difícil falar sobre mim mesmo. Nasci em Compiègne, uma cidade turística ao norte da França, era esperado que um local rico em cultura e com uma arquitetura real medieval chamasse a atenção de várias pessoas. Todavia, eu nunca senti que fizesse parte daquele lugar, na época eu não compreendia, mas era como uma sensação que existia no âmago do meu ser. Vivi grande parte da minha vida como uma criança normal, mas tudo mudou quando a vi pela primeira vez. Eu não sabia que ela era ou como tinha entrado em minha casa, muito menos o que estava fazendo no meu quarto me encarando enquanto eu dormia, entretanto, por algum eu não me incomodava com sua presença. Talvez pelo sorriso marcante em seus lábios, mas quando a via, me sentia protegido, acolhido. Acho que era minha melhor amiga na época, talvez a única. Ela falava e me ensinava sobre coisas que eu jamais poderia imaginar, e mesmo sendo uma criança, o mundo parecia começar a fazer sentido.
Então, fiz a pior coisa que poderia ter feito naquela situação. Escutei um grito vindo da cozinha e comecei a rir no meu quarto, sabia exatamente o que tinha acontecido, mamãe havia achado o presentinho que mulher me mandou fazer para ela. Desci correndo pelas escadas e vi a feição horrorizada, expressão que jamais esquecerei. Meus pais perguntaram o que significava aquilo e eu apenas disse que minha amiga jurou que a mamãe iria gostar de receber um gatinho sem cabeça. Bombardeado por perguntas que eu não sabia responder sobre a tal amiga, tive um destino trágico. Fui diagnosticado com esquizofrenia e meus pais me internaram num centro de tratamento específico em Compiègne. Ainda tenho pavor de roupas brancas. Foram os piores anos da minha vida, forçado a tomar remédios de todos os tamanhos e cores. Não via mais minha amiga, sentia medo, frio, um vazio inexplicável. Só conseguia pensar em sair dali. 
Quando completei quinze anos, o dia “especial” não parecia muito diferente dos outros sete aniversários que passei preso num quarto de uma casa de loucos. Mas de uma coisa tinha certeza, seria o meu último. Lúcio, o enfermeiro que cuidava de mim, entrou no meu quarto como se costume trazendo uma bandeja com meus remédios e um copo de água. Coloquei os mesmos na boca e derrubei propositalmente o recipiente de vidro no chão antes de o devolver. Enquanto Lúcio catava os cacos distraído, peguei um daquele mais afastados no chão e sem pensar duas vezes o cravei no pescoço do enfermeiro. A cena não me causou nada, nem mesmo remorso. Passei meu dedo em seu sangue, desenhando uma cruz na testa do homem que lutava bravamente contra a morte, algo inútil apenas. Roubei as chaves que ele carregava no pescoço e corri o máximo que pude, era minha passagem de saída daquela prisão. Não pensava que fosse conseguir, mas já planejava aquilo a tempos. Do lado de fora, a visão que tive me fez chorar, alguém que não via a tanto tempo me esperava de braços abertos, minha amiga. As palavras dela seguem comigo até os dias de hoje “Não reprima sua raiva, transforme-a em poder”. E olhando para aquele manicômio que tanto me fez mal, meus olhos se tornaram escarlates como o sangue, causando uma explosão enorme em minha frente, aquilo foi a primeira coisa em anos que me fez sentir bem de verdade.
Depois de fugir do Hospital Psiquiátrico de Compiègne, lugar que fui preso a forças, traído por meus próprios pais, vivi sozinho pela frança, ou melhor, com minha amiga que agora estava sempre comigo. Precisei roubar e coisas piores para conseguir sobreviver. A vida seguiu assim até que Jeanne me instruiu a um lugar distante, um lugar de pessoas como eu, onde eu não precisaria me esconder nas sombras e nem sentir medo de ser quem eu era. Desde então, tudo que tenho agradeço a Jeanne e dentro de mim existe a necessidade de vingá-la, mostrar a todos que aquela chamada de bruxa e condenada a morte na cidade em que eu nasci ainda vive.

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