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KAILA SAFRONOV

Sendo principalmente uma pessoa introvertida, Kaila sempre prezou em se priorizar, independente da situação, mas não mede esforços para ajudar a quem ama, não temendo a morte, o que a faz agir sem pensar em momentos críticos que sempre colocam sua vida em risco. Não é segredo para ninguém que o lado "sombrio" a atraí bastante, por mais que lute para se manter sendo uma pessoa boa, o pensamento de poder sempre a consome. Uma mulher de poucas palavras, mas sempre fala o que pensa, independente das consequências, mas sempre se manterá fiel ao que acredita.

CARACTERISTICAS 

NOME COMPLETO: Kaila Safronov

DEUS: Djinns

ALTURA: 1,74 m

PESO: 67 Kg

ORIENTAÇÃO SEXUAL: Heterossexual

ESTADO CIVIL: Solteira

NACIONALIDADE: Russa

RAÇA: Djinn

10 PRINCIPAIS TÍTULOS 




4° 

 
 


 

HISTÓRIA 

Kaila Sofranov estava sentada em um banco num canto da boate, não sendo afetada pela música alta ou pela multidão das pessoas, em sua maioria homens e mulheres importantes, que procuravam uma noite de luxúria desenfreada fora dos limites matrimoniais. Dentre as pessoas ali, o dono da famosa boate Nochnoy Yastre estava atendendo o balcão, direcionando algumas cantadas para uma mulher recém casada e insatisfeita com seu cônjuge, sugerindo uma noite prazerosa entre eles.

Aquele era Vladislav Safronov, um puto sem vergonha, aos olhos de Kaila, que não queria saber de nada além de uma vida sem limites, apesar de não viver no luxo. Outros também o conheciam como seu pai, ser um segredo guardado pelos empregados. Claro, a garota não era invisível a olhos mais atentos, especialmente para olhares de certas autoridades, mas a história que corria era que encontraram ela no lixo perto da boate e as garotas e rapazes que trabalharam lá a criaram, conseguindo, por algum milagre, convencer o seu chefe a dar o seu nome a ela, pra não ser levada embora.

A história, como ela descobriu, era algo mais esquisito. Seu pai, anos atrás, se envolveu em um sexo casual com uma mulher que simplesmente brotou na boate uma noite e desapareceu antes do raiar do dia. Meses depois, ela nasceu dessa única noite e foi dada ao seu pai para que ele a criasse. E isso era o estranho.

Não o fato da mãe ter dado ela ao pai. Isso várias histórias retratam e não era nenhuma surpresa que ela fosse apenas mais uma das crianças que não foi querida pela mãe. Também não era o fato da mãe não ter cogitado a possibilidade de aborto, por ser um crime que a maioria das pessoas não quer lidar; apesar que isso talvez não fosse um problema, já que os funcionários dizem que era uma bela ruiva de olhares intensos e chiques vestes, talvez uma mulher rica.

Estranho era o fato do pai tê-la "criado". Kaila não era querida, isso nunca foi escondido dela. Seu pai, durante anos, usou de todos os meios para não ter filhos; ele detesta crianças, o que era provado por evitar qualquer interação com ela o máximo possível. Ainda assim, eles vivem sobre o mesmo teto, ele pagou a educação dela, nunca lhe deixou faltar nada ou a maltratou. Era estranho, no mínimo hipócrita.

Ele nunca explicou isso, nem pra ela nem nenhum pros empregados. O máximo de resposta que conseguiram era que era "obrigação criar e cuidar dela até no mínimo 11 anos", nada mais. De fato, ele "criou" ela, apesar de quem a educou e apresentou as maravilhas e imundices do mundo, foram os criados, que a tratavam como um tesouro e gostavam dela. Isso, ao menos, ela sabia que era sincero da parte deles.

Ela já tinha 15 anos, e ele disse pra ela que explicitamente que o que quer que ela quisesse fazer, não era mais assunto dele. Isso era bom, porque ela já estava farda de sua vida ali e já fugiu de casa mais de dez vezes. Por que ainda estava ali então? Bem, ela também amava os criados, quem ela via como sua única família. Ela fugia durante dois ou três dias, mas logo voltava para os braços deles, que a abraçavam e a amavam verdadeiramente.

Faz mais de um ano que ela não tenta fugir. Na sua última vez, algo deu errado, ou melhor, aconteceu algo esquisito. Até hoje ela não entendeu que merda foi aquela e não queria lembrar, mas as memórias sempre vinham, especialmente à noite, quando não podia escapar delas em seus sonhos. As pontas de seus dedos se aqueciam somente de pensar naquele dia.

Imersa em pensamentos, ela não conseguiu acompanhar a cadência de eventos que se seguiram ali. Alguém segurou no teu braço, um homem bem mais velho, alto, fedido a bebida e fumo, com um sorriso idiota na cara e os olhos nebulosos. Alguém se aproximou, a voz parecia ser de uma das funcionárias, tentando o afastar dela. Em questão de segundos, ela foi ao chão, ficou imóvel. O fundo estava um caos, uma briga sem tamanho, pessoas gritando e caindo no chão. Aquele homem ainda estava ali e tentou a puxar, mas ela resistiu. Ele foi teimoso, e em um determinado momento, rasgou parte de suas roupas de cima, revelando um pouco de suas roupas íntimas.

Seguindo seu instinto, ela estendeu a mão, tentando se afastar dele, uma reação de proteção natural para qualquer ser humano. Mas as pontas dos seus dedos pareciam arder, sua mão toda estava mais quente. Houve um suave brilho, e no instante seguinte, uma intensa escuridão.

A próxima sensação que teve foi de frio, um vento forte batendo nela. Ela acordou, vendo alguém sentado do lado dela. Seu pai tava apoiado contra uma árvore, uma garrafa na mão e um cigarro na boca. Ela estava deitada na neve, um casaco grande a cobrindo, o favorito do seu pai, ela podia dizer. Os olhos turvos do seu pai encontraram os dela por um instante antes de se voltarem para a mesma direção de antes. Então, ela percebeu que a luz que iluminava o rosto dele, piscando e alternando entre as cores vermelhas e azuis.

Kaila se sentou, olhando na mesma direção. Havia um prédio caído, um grande grupo de pessoas sendo acudidos pelo que parecia ser policiais, bombeiros e agentes similares, vários carros deles e uma multidão olhando tudo à distância. A atenção dela se voltou do seu pai, quando se lembrou dos seus últimos momentos de consciência.

"Vlad..." ela chamou seu pai, o chamando pelo nome como sempre fez toda sua vida. "O quê...?"

"Um cara tentou te levar pra cama no meio de uma confusão que aconteceu do nada." Ele disse, tomando um gole da bebida. "Tu fez aquilo."

Ela o olhou confusa, supresa, descrente. "Como...!?"

"Um feitiço... Mais fraco e imperfeito que o da sua mãe, mas certamente um..." ele disse. Kaila caiu no silêncio, tentando entender o que ele disse.

"M-Minha mãe?" foi apenas o que ela conseguiu dizer.

O silêncio perdurou mais um pouco, os olhares deles nunca mais se encontrando.

"Você não parece tão surpresa quanto antes. Você já sabia que podia fazer umas coisas assim antes, não é? Foi por isso que tu não tentou fugir mais, não foi? Há quanto tempo você descobriu?" ele perguntou.

Kaila o olha, mas ele não desviava o olhar da destruição que ela causou.

"Há um ano, mais ou menos-" ela disse, quase que sussurrando, sendo interrompida por um som de vidro quebrando do lado dela.

A garrafa de bebida estava quebrada no chão, seu líquido escorrendo e tingindo a neve. Seu pai estava de pé, os ombros tremendo, os punhos fechados, tremendo bastante também. Ele ria baixo, um riso de nervoso, de descrença.

"Entendo... Foi por isso que aquela puta apareceu meses atrás...." ele diz, então andando, suas costas voltadas para ela. Ele pegou alguma coisa no chão. Kaila voltou sua atenção para ele, vendo ele tentando acender um novo cigarro, mas a neve intensa apagava a chama do isqueiro, o levando a suspirar. "Tua mãe disse pra eu deixar isso preparado, que você vai precisar pra sua viagem. Tem uma bolsa com dinheiro pra você viajar pra fora do país e um guia pra onde tu precisa ir, que ela escreveu aparentemente."

"Do que você tá falando!?" ela se levanta, com raiva, cobrindo o seu corpo, o protegendo do frio e escondendo a parte de sua roupa ainda rasgada. "Viagem!? Pra onde!? Que porra foi aquela!?"

Ele não olhou pra ela, apenas suspirou, arregaçando a manga do braço.

"Eu não sei. Não entendi nada da merda do que a sua mãe me falou, nem quando ela jogou essa maldição em mim..." ele diz, mostrando uma série de marcas negras no braço, que até onde ela sabia, eram tatuagens, mas agora brilhavam intensamente, ficando na cor branca. "Me forçando a criar e cuidar de você, nem quando ela disse que era algum ser místico ou algo do tipo. Não entendo, é quero que se foda quem entende! Isso não me importa, não muda nada na minha vida! Muda a sua pelo que parece, mas não a minha! Ela disse que tem um lugar pra gente como você e que você em breve teria que ir pra lá!"

Ele se voltou para ela, os olhos dele intensos, não tão turvos quanto antes. A raiva era intensa, assim como o desgosto e desprezo.

"Você não tava tentando fugir há anos? Ir embora daqui? Bem, aqui está a sua chance! Você pode ir pra esse lugar e sumir de vez da minha vida!" ele disse, começando a ir embora. "Menos problemas pra mim e praqueles porras! Você que se vire!"

Ainda parada ali sobre a neve, seus olhos esverdeados se voltaram para as suas mãos, e um longo suspiro foi dado, enquanto seus punhos se fechavam tão forte, fazendo pequenas gotas de sangue mancharem a neve diante de si, assim como pequenas lagrimas de raiva escorriam de seu rosto. Por alguns minutos permaneceu imovél, sem mexer se quer algum musculo, sua mente pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo, ate por fim, depois de um longo tempo, analisou as informações que continham no guia, deixando a Russia e o que chamava de vida para trás, chegando por fim, no continente divino, recomeçando sua vida.

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